segunda-feira, abril 16, 2007

Sabe quando você encontra um amigo que não conversa há anos, e papeando durante horas acaba descobrindo que todos os amigos em comum da época do colégio ou estão casados, com vidinha normal e felizinha, ou estão bem-sucedidos, ou as duas coisas juntas?

Então.

Tô me sentindo uma velha hoje.

segunda-feira, abril 09, 2007

Saudosa Maloca

Valentina: eu to mto saudosa
Lufe: Saudosa é morta, vc sabia? Rs
Valentina: nao, pq? credo, eu to bem viva!
Valentina: e vou até cantar no Xuxu
Lufe:Tipo " a saudosa Janete Clair "
Lufe: Vc não sabia?
Valentina: nao.
Lufe: Por isso a música chama "Saudosa Maloca", porque a maloca foi demolida!

Então tá, né? Saudosa, segundo meu amigo, é gente morta, e eu tô bem viva. Ainda.

sábado, abril 07, 2007

O dia do pensamento mágico

Costumo ir ao supermercado de madrugada. Mais vazio, mais sossegado, geralmente com menos filas. Tem um desses 24 horas bem perto de casa, o que torna tudo mais cômodo e fácil, especialmente num desses dias em que não se tem nem o básico do básico em casa: papel higiênico.
Excluindo-se o detalhe de que namorido comprou 8 (!!) rolos, porque estavam na promoção, fazer compras foi uma experiência particularmente interessante. Passei pela sessão de livros e um título me chamou a atenção: "O ano do pensamento mágico". Fala de um momento na vida da escritora em que ela teve de lidar com a perda do marido e a doença da única filha. Como se lida com situações como essa, e como sair disso?
Então, comecei a pensar na minha própria vida, em como lidar com tudo o que anda acontecendo à minha volta, e como sair disso. Acredito que, todos os dias, o Universo nos abre uma frestinha em algum momento das nossas vidas e nos permite mudar tudo. Ou quase tudo. Ou só o que interessa no momento.
Eu não sei porque, mas eu acho que passei por essa frestinha. Tive uma iluminação.
Ou não. O que importa é que, agora, talvez eu consiga dar o segundo passo.

quarta-feira, março 28, 2007

A arte do equilibrismo (ou treinamento prático pro Cirque Du Solei)



Andar de salto alto em chão de paralelepípedo não é pra qualquer um. Dia desses, Ruby e eu andávamos pelas ruas de uma cidadezinha do interior de São Paulo se equilibrando em nossos saltões féchon, e resolvemos escrever sobre o assunto:

1- Mantenha o equilíbrio. Isso quer dizer que você não deve, NUNCA, em hipótese alguma, se atirar nessa empreitada em avançado grau etílico (combinado, Ruby???)

2- Mantenha a pose. Isso ajuda a manter o equilíbrio. Principalmente quando ele resolve te abandonar.

3- Lembre-se sempre: do chão não passa.

4- Ande como uma gazela, pense na Gisele Bundchen desfilando e arrase. Nunca, jamais, em hipótese alguma, entorte ou envergue as pernas pra caminhar. E se não sabe andar no salto, fiota, faça o curso de etiqueta da Cristine Yufon. Se não sabe quem é ela, o Google te esclarecerá.

domingo, março 25, 2007

Porque eu adoro ele....

Clara Ruby diz: aliás, a gente podia fazer um amigo secreto de 2, hein?
Clara Ruby diz: eu tiro vc, vc me tira e a gente não corre o risco de ganhar presente ruim.
SILAS diz: hahahahahahahahahahahahahaha
Clara Ruby diz: hummm... isso vai pro blog.
SILAS diz:
boa

Huahuahauhauh! E assim começou meu primeiro domingo sem a Ruby. Ainda bem que o Silas existe. Te amo, fiotinho!

sexta-feira, março 23, 2007

Só volte quando o rock'n roll mandar

Esse é um post de despedida. Resolvi escrever aqui pra que a Ruby pudesse ler e mostrar pra quem ela quisesse. Afinal, esse ainda é nosso blog meio secreto.
E vc vai precisar de 20 ou 10 pulmões pro que vai rolar. Quando você olhar pra frente, vai ver que é tudo novo, ou quase. E apesar de tudo, você não vai estar sozinha.
Ruby, obrigada por aparecer na minha vida quando eu achava que não iria mais conseguir seguir adiante. Obrigada por me entender e me apoiar naquele momento (apesar de ainda não ter superado direito, mas a gente sabe que essas coisas nunca passam).
Espero, um dia, poder te dar a mesma notícia daquele junho de 2003, mas ao contrário. Que seja um sim, e que seja pra sempre, porque essas coisas são pra sempre mesmo.
Já estou aqui, triste por imaginar que aquela despedida no centrinho tenha sido mesmo a nossa última aqui em SP. Sim, eu sei que a gente vai se encontrar de novo, que nada na vida é definitivo, que as distâncias são mais curtas do que a gente pensa.
Quem sabe na minha visita à casa da banheira roxa, eu já esteja com uma barriga imensa? Ou com uma tattoo nova? Ou ainda, quem sabe vc receba o meu convite de casamento antes da minha visita?
Foram tardes maravilhosas, regadas a limonada árabe, fofoquinhas e espiadas de canto de olho do "Denis querido". Houveram ligações na madrugada, telefonemas esquisitos às seis da manhã, pequenas comemorações de pequenas alegrias e conquistas.
Viu sentir saudade, mas estarei aqui, torcendo por você. As always.

Te amo muito, amiga.