sexta-feira, março 07, 2008

a saga da assinatura do diploma

quando a gente recebe o diploma, ele vem com um campo pro diplomado assinar. e assim como tem a assinatura do diretor da faculdade e de sei lá mais quem, estampa-se o autógrafo do sujeito. eu assinei o meu sem maiores delongas, com uma BIC preta. simples assim. mas é claro que com namorido tinha que ser tudo diferente.

a assinatura: precisava de uma nova, que deveria ser "suave e simétrica". paramos na casa dos pais dele e fiquei mais de 1 hora vendo ele assinar folhas e folhas, tentando chegar no padrão de suavidade e simetria que tanto buscava.

a caneta: precisava ser preta e porosa. ele testou 11 canetas na casa da mãe e nenhuma delas serviu. como estávamos perto da USP, fomos até a FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) atrás da caneta perfeita. e ainda bem que ele achou.

a técnica: para assinar do jeito que ele queria, ficava repetindo "Oscar Niemeyer", como um mantra - e assinava. fez isso um milhão de vezes, e mais ainda depois da caneta comprada, momentos antes de assinar o diploma.

o desfecho: no fim das contas, o mantra funcionou. namorido assinou o diploma (recitando o mantra, claro) e ficou todo satisfeito com a assinatura suave e simétrica, igual a do Oscar Niemeyer.


Boatos de bar...

Estive pensando em analogias baratas...
Eu e Ruby somos como cigarro e isqueiro.
Um é completamente inútil sem o outro.

quarta-feira, março 05, 2008

feliz ano novo

as fichas caindo len-ta-mente. é, gentem, minha vida parece mesmo um orelhão do século passado...
esses dias é que me senti "adultecendo" de verdade. todo um processo, que imagino ser parecido com parto, porque dói. pra caralho. mas tá sendo bom, viu?
é claro que ainda não sei aonde essas descobertas vão me levar; dizem que depois da tempestade vem a bonança, mas eu acho que ainda estou no meio do olho do furacão.
aliás, ter DR com namorido capricorniano é sacanagem: eu, na condição de leonina passional, só tomo na cabeça, mas é bom. eu acho. a gente não briga, ele simplesmente me abre os olhos e eu decidi me esforçar de verdade pra começar a enxergar o mundo um pouco com o olhar dele. ele me faz crescer. diria até que ele é praticamente um dos meus mestres no caminho da iluminação. Ui.
depois de quase 6 anos juntos, ser capaz de olhar pra ele e me sentir plena de amor e de amar é lindo, vamos combinar. merecemos prêmio. =)

terça-feira, março 04, 2008

Vontade do dia.

(beco na Vila, SP.)



Hoje eu queria que toda nossa trupe morasse perto, que não estivéssemos divididos entre São Paulo, região metropolitana de SP, interior de SP, Curitiba e em cima de geladeiras, no caso dos gatos.

Então eu faria com todos como eu e Valentina fazemos de vez em quando.

A gente se telefona, às vezes durante o dia, durante uma tarde, às vezes no meio da madrugada, tipo três ou quatro da manhã:

- Flor, preciso conversar.
- Tá precisando de mim?
- Tô.
- Ok, reunião de emergência?
- Sim!
- Fran´s da Vila Madalena em meia hora.
- Tô me trocando e indo, então.

E lá nos perdemos em meio a conversas, conchavos, fofocas, brainstorms, resolvemos problemas e chegamos a conclusões incríveis para nossas cabeças piradas, comemos empadas e croissants - empada como eu, que sou do povo, Valentina Let´s Go pede croissant, que ela é fina, benhê. Tomamos aqueles cafés-bombas-calóricas, aproveitamos pra ler todas as revistas bacanas e que custam caro enquanto estamos lá sem pagar (ok, também lemos revista que fala de manicure e fantasias das leitoras), cocas com limão em dia de ressaca, fazemos carão pra foto fingindo ser indie-de-cu-é-rola-saindo-do-Espaço-Unibanco, estacionamos e largamos carros lá estacionados enquanto passeamos pela Vila, subindo ladeiras, colhendo flores, olhando a vida com mais calma e mais alegria.

São doces momentos. Um prazer comparável apenas a chocolate belga na TPM.

E assim como amo poder fazer isso com ela, sentir a ligação que temos, saber que temos nosso lugarzinho 'particular' no meio da enorme e amada São Paulo, a qualquer hora do dia ou da madrugada, queria poder fazer isso com a trupe toda.

Não só com a trupe do blog, mas com todos os meus amigos.

Dizer que se ama nunca é demais.

segunda-feira, março 03, 2008

Adeus, mãe...


A típica Curitibana.

Como minha primeira contribuição nessa adorável budega, quero falar da lenda sobre o comportamento dos curitibanos.
Todo mundo diz que os curitbanos são frios, antipáticos, antisociais, psicopatas, assassinos de sangue frio e alcoólatras.
Eu não sou nada disso.
Sábado, num lugar onde vou religiosamente todos os sábados à noite, um cara veio falar comigo:

cara: Você é a típica curitibana
eu: Por que?
cara: Porque você falou comigo outro dia e nem olhou na minha cara hoje
eu: Falei com você quando?
cara: Um dia desses que te encontrei aqui
eu: Das últimas vezes que vim aqui estava completamente alcoolizada, não me lembro
cara: Mas você trocou altas idéias comigo, como não se lembra?
eu: Eu também fiquei com um cara alto, loiro e lindo, e não me lembro. Por que deveria me lembrar de um mala como você?
cara: Típica curitibana....

Obviamente virei as costas e deixei o chato falando sozinho...