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quarta-feira, julho 23, 2014

Lá e de volta outra vez...


O que leva as pessoas a escrever?

Um alpinista, perguntado sobre o porque de escalar uma montanha, responderia: "poque a montanha estava lá".

Da mesma forma um escritor (no meu caso um proto-escritor) poderia certante responder sobre o porque de escrever: "porque a ideia estava lá".

A mutos anos (melhor não falar quantos) conheci uma japa. Era super legal e falante essa japa. E ela gostava como eu "dos mutantes, de caetano e de Rimbaud". Ela escrevia num blog. Nos tornamos amigos imediatos.

Convidou-me para escrever junto "Bora lá! Escreve o que quiser, o que der na telha!". E lá fui eu conhecer o blog, a Babs, o Silas, e companhia limitada.

E antes de escrever eu li. Li muito. Apaixonei-me pelas linhas, pela clareza, pela paixão, pelo vulcanismo. Belas historias... Belas e simples... Profundas historias...

E me abri para o micro mudo do Depois das 8 Ali na Esquina. Empenhei letras, dissolvi ideias, mostrei minha alma.

Aprendi que nossas diferenças nos completavam. Que mesmo nas maiores dificuldades, nos apoiávamos, dos escombros de nós mesmos, pegávamos nos braços estendidos hora por um, hora por outro e prosseguíamos.

Nós nos amamos em nossos poemas, em nossas prosas e em nossos escritos... Nós nos amamos...

terça-feira, agosto 06, 2013

Silêncio e tempo...






A artista está em silêncio. A performance traz várias pessoas as quais ela deve observar por um minuto... Sempre em silêncio...

De repente um homem grisalho. Um importante e impactante amor do passado.

Uma troca de olhares, e as emoções sobrepõe-se a performance.

A intensidade de sentimentos as quais um artista passa ao rever o "grande amor" está guardada no vídeo. É carnal, brutal, maravilhosamente lindo, triste e intenso.

Rever é reviver, é ressentir... Rever é amar conjugado no passado...

Quantas vezes me vejo passando momentos em que o "grande amor" reaparece de repente na vida, passando por momentos em que nada há de ser dito...

O artista é coração, é sentimento, é intensidade. Essa é minha alma, minha sina e minha maior virtude.

O rosto dele expressa todo o tempo intenso vivido, todo o amor recolhido, todo o sentimento...

O rosto dela expressa a alegria, a tristeza, a eletricidade e a total consciência do momento...

Te rever, falar contigo novamente, traz um caudal de sentimentos, uma ebulição se sentidos...

Tempo, esse senhor tão bonito... Tempo... Tempo... Tempo...

quarta-feira, julho 24, 2013

De repente, adeus



Na data de hoje de certo
Veio a notícia tardia
Revelando que partia
Mais um poeta eterno

Foi pra o céu Dominguinhos
Fazer companhia pra quem
Já está lá em cima no além
Seguindo seu nobre destino

Foi tocar com o mestre Luiz
Que faz par com seu filho bacana
Tocando sua sanfona
Que nos fez encher de luz

Muito forrós nos dançamos
E iremos ainda dançar
E com certeza relembrar
Pois nós ainda aqui ficamos

Parte pra junto de Deus
Músico da minhaz raizes
Que sempre fez todos felizes
Deixando versos de adeus

"Saudade, o meu remédio é cantar"

terça-feira, maio 14, 2013

Emocionalmente Débil (a duas mãos)

Sou emocionalmente débil.

Epa:

Entrego meu coração de bandeja, a vinagrete, para uma mulher que não merece o presente. Para uma que o prova, saboreia, digere e aproveita. Depois paga a conta e vai embora.

Ruby:

Que quando ele saia, mastigando os últimos pedacinhos, a seiva que lhe corre por dentro vá trazendo à tona as memórias, as mesmas que eu tenho aqui, nessa poltrona, perguntando por quê, tentando entender o que não se explica.

Epa:

E tonto que sou, tongo apaixonado, ultimo encarnado flechado pelo querubim gordinho, fico prostrado, atirado, rasgado ao meio. Como um pão sem mortadela, um queijo sem goiabada. Como um cão sarnento delegado a uma nota de rodapé na história de alguém.

Ruby:

Emocionalmente débil. Tentando esvair através da poesia, da cerveja, do som tocando, do violão faltando uma corda, o que eu não sei tirar aqui de dentro. Querendo aprender a não lidar mais com nenhum deles desta forma, mas sabendo que o melhor de mim está justo em ser assim. Num dilema esticado por discussões entre anjo e diabinho, um em cada ombro, madrugada adentro.

Epa:

Eternamente incompleto. Eternamente em busca. Sem sincronia. Sem sorte. Sem entendimento de que sou o cara certo pra ela. De que sou o cara certo pra mim mesmo. Profissionalmente estável. Financeiramente bem. Emocionalmente débil. Sempre um passo atrás. Perdendo pra o ex. Perdendo pra o destino.

Ruby:

Até o dia em que amanhecer diferente, mais uma vez, e o próximo par de olhos lindos chegar arrasando comigo. Eu sei que vai acontecer, que um dia o mar vai acordar de ressaca e levar tudo pelo caminho outra vez. Mas desta vez vai ser a pessoa certa. E se não for desta vez, haverá uma próxima.

Epa:

Emocionalmente débil. Porque ela é mar, e me envolveu, e me arrebatou com aquele par de olhos castanhos. Mas traiçoeiro é o mar, como ela também o é. E os poemas, o "dar de mim", para ela nunca nada significaram alem de palavras jogadas ao vento. Palavras pequenas, num pequeno blog, num pequeno canto. Cansado. Débil e cansado de sofrer a mesma história tantas vezes lida.

sábado, abril 27, 2013

Mil Palavras


Mil palavras...


E se só houvesse isso para resumir tudo que sentimos, tudo que somos, nossos anseios e sentimentos, sonhos, desesperanças, inquietudes...

E caberia a alma em mil palavras? Talvez em quinhentas? E o que dizer nessas poucas palavras? Como interpretar todos os nossos atropelos e angustias?

Seria um exercício de retorica com a profundidade necessária a um pequeno conto, um pequeno conjunto de palavras em versos, rimando geladeira com raio de Sol, chocolate com coração?

E se mais simples fossemos e tivéssemos apenas 100? Quais escolheríamos? Quais os nomes que ansiosamente falaríamos até que se esgotasse o cabedal do que somos?

E apenas 10? Seriam suficientes?

E se procurasse no mais profundo de si apenas uma. Uma única palavra que te resumisse. Seria possível?

Se eu procurasse uma única palavra que me representasse, apenas uma, a que contivesse minha quintessência...

Essa palavra seria...

Amor...

segunda-feira, março 18, 2013

Eu envergo mas não quebro




Se por acaso pareço
E agora já não padeço
Um mal pedaço na vida

Saiba que minha alegria
Não é normal todavia
Com a dor é dividida

Eu sofro igual todo mundo
Eu apenas não me afundo
Em sofrimento infindo

Eu posso até ir ao fundo
De um poço de dor profundo
Mais volto depois sorrindo

Em tempos de tempestades
Diversas adversidades
Eu me equilibrio e requebro

É que eu sou tal qual a vara
Bamba de bambú-taquara
Eu envergo mas não quebro
Eu envergo mas não quebro

Não é só felicidade
Que tem fim na realidade
A tristeza também tem

Tudo acaba, se inicia
Temporal e calmaria
Noite e dia, vai e vem

Quando é má a maré
E quando já não dá pé
Não me revolto ou me queixo


E tal qual um barco solto
Salto alto mar revolto
Volto firme pro meu eixo

Em noite assim como esta
Eu cantando numa festa
Ergo o meu copo e celebro

Os bons momentos da vida
E nos maus tempos da lida
Eu envergo mas não quebro
Eu envergo mas não quebro
Eu envergo mas não quebro
Eu envergo mas não quebro

quinta-feira, agosto 09, 2012

Freedays

Em todas as praças e coretos toquem as bandinhas e fanfarras.

Os velhinhos sorriam por este dia feliz.

As crianças saiam com seus cachorros e bicicletas para brincar nos parquinhos.

Os enamorados se abracem em um momento de ternura.

Os anjos cantem em júbilo.

As flores se abram antecipando a primavera.

A lua saia do seu esconderijo e venha iluminar as noites.

Os amigos saiam para os bares, riam e se congracem.

Porque amanhã é sexta e eu vou te ver!!

quinta-feira, julho 19, 2012

É pequena

É pequena e graciosa como poucas. Não que estatura seja deveras um problema, mas é bom ressaltar que é pequena. E graciosa.

Tem charme e cultura. Tem mesmo muito charme. Algo que chama a tenção, quer seja pelo sorriso largo, quer pela beleza do corpo. E tem charme.

As músicas que ouve são lindas. Lindas como é essa pequena moça, de sorriso fácil. Suas músicas lhe emprestam frescor, juventude e romance. E como são lindas as músicas.

Pequena e tem medo. Medo pelos calejados relacionamentos e atitudes alheias. Não é amarga, de forma nenhuma, pois se dá a chance de novamente começar. E tem medo.

Apaixonar-me por ela. Por esse jeito, charme, graça, música, sorriso e medo. E porque não deveria me entregar de alma, corpo, pensamentos, alegrias e loucuras a alguém assim. E apaixonar-me.

terça-feira, julho 17, 2012

Epaminondas Maria Braga 2

Ok... Ok...

Todo solteiro tem um ponto sem retorno em sua vida.

É aquele ponto onde ele decide se realmente vai abarcar a sua solteirice convicta e desistir dessas aspirações mundanas a um relacionamento duradouro com alguém que o complete, entenda e aqueça nesse inverno.

É aquele pondo sem volta, a nêmesis de todos os solteirões convíctos.

É o ponto onde ele desiste de ter uma companheira que COZINHE decentemente e decida ele mesmo RESOLVER os seus problemas culinários.

Eu, confesso, cheguei a esse ponto.

E resolvi passar de apreciador da boa mesa a produtor de ensaios culinários... E não é que deu certo!

Acompanhei atentamente um amigo cozinheiro fazendo um singelo prato que ele apresentou como "Galinhada".

Memorizei cada passo do xamantismo de fogão a mim apresentado e mentalmente estabeleci o roteiro.

Tomei a coragem necessária aos grandes eventos de mudança estrutural em uma vida, passei no mercado e comprei os ingredientes:

1 peito de frango de tamanho pequeno (prato para dois)
2 tomates
1 estrato de tomate
1 pote de cebola picada salgada (pra não ficar cheiro de cebola nas mãos)
1 pote de pasta de alho (idem)
1 pacote de 1 quilo de arroz (o resto deixa num potinho, vai por mim)
1 vidro de azeite de oliva
1 pacotinho de manjericão desidratado
1 de salsinha (coentro para os fortes)

Modo de preparo:

Primeiro acenda uma vela pra seu orixá, protetor dos cozinheiros de primeira viagem.

Pique o peito de frango em tirinhas pequenas. Reserve em um pote (sempre quis escrever "reserve em um pote" em um texto!!)

Pique os tomates em cubinhos pequenos.

Coloque no fogão uma panela grande e uma chaleira com água.

Acenda as duas bocas do fogão (sim, isso é necessário!!) para a panela e para a chaleira.

Encha o fundo da panela com uma lamina fina de azeite de oliva.


Jogue a cebola picada na panela para refogar. Vá mexendo para evitar que queime.


Após a cebola dar uma "dourada" coloque o tomate picado.


Vá mexendo até o tomate desmanchar e refogar bem.

Acrescente o frango picado e vá mexendo até o bicho cozinhar bem.


Agora vem o Estrato de Tomate pra dar "sustança".


Acrescente um punhado de arroz (a mesma proporção do tomate e da carne).

Acrescente um pouco da água fervente do bule.

Deixe cozinhar por mais ou menos 20 minutos. Vá mexendo pra não grudar o arroz. Sempre que a água baixar, acrescente um pouco mais de água da chaleira.


Em 30 minutos sua fome matada ou seu dinheiro de volta! Melhor que consulta da MTSP!


Degustado com um wiskinho básico vai muiiito bem.

Epaminondas recomenda!!

quinta-feira, abril 19, 2012

Madamices 4

Cosmo tinha um problema.

Não era assim um problemão, ou algo que atrapalhasse muito a vida, mas vinha incomodando o pequeno ajudante da MTSP. Era um problema físico (não, não era a altura...).

Resolve chamar um amigo anão médico da “comunidade” para a tenda da MTSP em um momento em que ela não estaria.

Senta-se a mesa solenemente, bola de cristal a frente e do outro lado da mesa o Dr. Anão.

Dr.: Vamos lá, Cosmo, me diga em que eu posso te ajudar.

Cosmo: Sabe o que é Dr... Eu tenho um problema que está me irritando um pouco...

Dr.: Diga lá o que é rapaz. Desembuche!

Cosmo: ... É que eu sou anão, né? Perninhas curtas e tal... E meu instrumento é um pouco, digamos, avantajado...

Nessa hora a MTSP chega do seu passeio matinal e, passando pela tenta, vê os dois à mesa, ouve o “avantajado”, e resolve ouvir a conversa escondida.

Cosmo: ... Então, Dr... Tenho esse problema... Ele é grande demais, e atrapalha pra andar... Fica enroscando nas pernas e não consigo jogar futebol no time dos anões... Fora que pra agachar, se estiver armado, é impossível!

E pra comprovar, coloca literalmente o P. na mesa. Madame arregala os olhos com o tamanho do negócio e observa mais atenta ainda!

Dr.: Então meu amigo... Só temos uma alternativa... Cortar parte desse instrumento gigante que o Sr. Tem... Que tal cortarmos a cabeça?

Cosmo: Há Doutor... Vai ficar esquisito, né? Que tal então a gente cortar assim, uma parte do meio e juntar depois as duas.

Dr.: Não sei se funciona... Podemos cortar na base, tirar o excesso e juntar na base de novo costurando.

Nisso madame dá um pulo na frente dos dois e fala:

MSTP: Para, para, para!!! Para tudo!! Ninguém mexe no meu parquinho de diversões!! Pode dar um jeito em esticar as pernas dele!!

Micropoema de pé quebrado 3

Triste é alguem que vive sem poesia. Sem sentimento. Se esconendo pelos cantos entre frases de efeito e clichês prontos. Triste é alguem que não se abre pra outro coração. Que não dá nome a estrelas. Que não se encanta. Fingindo que tudo é previsível e apenas existe sedução, desejo e abandono...

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Quisera...


Quisera ter-te em meus braços, languida e suave.

A seduzir-me nessa cálida e morna tarde.

Sentir teu toque. Perfume. O sabor de teus lábios e boca.

Sorver-te como a um sorvete deitado entre tuas coxas.

Quisera saber-te minha, para não mais afastar-me de ti.

E ter-te para sempre junto a meu peito.

O alvo da sua pele. O negro dos teus cabelos. O rubor de tuas faces.

Quero-te, morena dos olhos de mel.

Quero ser teu e que seja minha.

Quero-te muito.

ella33g

Graziela deveria ser nome de flor.

E que flor seria essa moça, que encanta e a todos seduz com seus, olhares, jeitos, perfumes de timidez?

Talvez um generoso e onipresente girassol - a rainha de todas as flores - resplandecente a seguir o astro rei a todos os cantos onde está.

Semelhante a rosa ela seria? Rosa qual o tom de sua pele e labios generosos ao acordar do sono, lânguida e sensual a espalhar seu perfume inebriante.

Ou como um narciso, exotica e única a nos premiar com a visão de sua delicada beleza.

Seria então uma doce tulipa, destacando-se por suas formas suaves e perfeita elegancia entre tantas flores?

E naqueles dias em que é necessário tomarmos emprestado alegria e frescor em nossas vidas, pediriamos ao florista com indisfarçada ansiedade:

- Por favor, uma dúzia de Grazielas.

Ao qual ele, encabulado, responderia.

- Desculpe, moço. Graziela só há uma...

Clariceanas

"O caminho que escolhi é o amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que vou ter que encarar. Escolhi ser verdadeiro. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero. Por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir e de te desejar tanto bem. Eu sou aquela pessoa que ACREDITA no bem, que vive no bem e que anseia o bem. É assim que eu enxergo a vida e é assim que eu acredito que vale a pena viver"

Clarisse Lispector

Era como um mar...



Era como um mar.

Era assim a sensação que ele tinha quando ela lhe mirava com seus lindos olhos de mel.

Seus cabelos escuros contrastando com a pele alva, o jeito de menear a cabeça, o sorriso de canto a lhe enfeitiçar.

Era a sensação de ondas de suas mãos em movimento, acompanhando a fala em uma italianice brejeira.

Era um mar de sensualidade.

E ele se perdia no que conversava olhando seus lábios se mexerem, apreciando cada segundo de sua boca e encantos.

E ele se perdia no castanho de seus olhos entrecortados pela luz da vela no primeiro encontro, naquele restaurante famoso, em uma segunda feira.

Nem tão bom era o serviço. Nem prestou atenção nisso, pois estava mergulhado e inebriado naquele mar.

Navegando nos olhos da morena linda que ali estava a sua frente.

“Não sei bem como continuar isso”, disse-lhe ela convidando-o para aquele primeiro beijo. “First date”. Primeiro beijo. E junto com este vieram tantos outros.

E a cada encontro, mais e mais se envolvia. Um pouco mais ele se entregava, pois não podia se conter em dizer-lhe que se tinha apaixonado. E ela pedia "devagar".

E ele esperou lembrando o Drummond: “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade”.

E ele esperou como dizia o Pessoa: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.

E ele esperou a lhe escrever poesias: "Devagar, me diz... E devagar sigo assim, prisioneiro desses olhos de mel... Cativo do seu sorriso, a te velar um sono doce em meu colo, entre cafunés e rainhas do Egito."

E aos poucos, a cada dia, um pouco mais o profundo mar de mel de seus olhos se aproximava dele.

A cada poesia, a cada gentileza, a cada conversa, ela o permitia ao lado. Com sua inesgotável paciência ele esperou.

E ainda espera.

Que um dia seja coroada de êxito a espera, que possa ter cálida, suave e entregue a sua rainha do Egito, e que juntos possam viver um belo e lindo amor.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Little People Talk Show

Era o Little People Talk Show, e o principal convidado era o Cosmo, anão e assistente vitalício de MTSP.

Apresentador: "E conosco nessa noite o mais famoso dos anões, o Cosmo!"

Aplausos ensandecidos da micro-plateia eletrizada.

Apresentador: “Cosmo, é verdade que você é assistente da MTSP a 30 anos?”

Cosmo: “Sim sim! Eu acompanho a madame desde praticamente o berço. Vi todos os seus primeiros truques, o crescimento do seu colossal poder extra sensorial, suas vitórias e suas agruras”.

Apresentador: “E é verdade que você e a MTSP nunca discutiram nesses 30 anos”?

Cosmo: “Jamais discuto com madame, Jamais! Alias só discuti uma única vez, quando madame tinha seus tenros 19 anos de idade”

Apresentador: “É mesmo? E como foi essa discussão?”

Cosmo: ”Bem, a Madame tinha um gatinho. Era lindo aquele gatinho. Seu nome era Bonifácio. Era um bichaninho fofinho e totalmente leal. Até que um dia o gatinho mordeu a MTSP. Ela olhou atentamente no fundo dos seus olhos e falou: UM!! Algum tempo depois o gatinho mordeu a Madame novamente. Ela olhou atentamente em seus olhos e falou: DOIS!! Quando Ela fez 19 anos o gatinho a mordeu novamente. Ela puxou então um revolver 45 Pacifier e deu 5 tiros no bandido traidor.”

Apresentador: “Minha nossa!! E o que você fez?”

Cosmo: “Há... Eu me descontrolei. Falei pra madame: Sua louca!! Surtada! Pirada do juízo!! Porque você fez isso com o pobre animal?? Ai a madame me olhou atentamente no fundo dos meus olhos e falou: UM!! A partir desse dia eu nunca mais discuti!!"

sábado, dezembro 24, 2011

Natal politicamente correto

Em tempo de caça as bruxas como as que ocorreram este ano, com humoristas de gosto duvidoso sendo processados e silenciados, temos uma onda moralista do politicamente correto.

Minorias de todos os matizes reinvidicam seu quinhão natalístico. Temos gays promovendo protestos e beijaços por seus direitos a ser gays. Temos pastores voiciferando contra os gays por eles serem gays. Alias, nem gays podem mais ser chamados assim, agora é tudo politicamente correto: são transgêneros. Novo gênero criado.

Tem tambem politicos truculentos e linha dura fazendo apologia anti gay na internet, com movimentos do tipo “orgulho de ser hetero” onde disfarçadamente pregam o preconceito. Claro que eses grupos na onda do politicamente correto devem ser chamados de “monosexuais” ou algo do gênero.

E em ano em que a polícia bateu duro tem todo mundo, só faltam agora as minorias em defesa dos velhos, dos animais, das crianças sem presente e a polícia vociferarem por um natal mais humano e, porque não dizer, politicamente correto: enquadrem o bom velhinho!

quinta-feira, dezembro 15, 2011

As mulheres preferem os cafajestes

Não sei qual é o atrativo, modo de operação ou formula, mas efetivamente as mulheres preferem os cafajestes.

Não digo isso com rancor ou falta de respeito, mas porque os últimos acontecimentos que presenciei me levam a crer que essa máxima é o padrão, não a regra.

Veja, sei de alguns amigos (entre eles eu me incluo) que gostam e curtem ter bons relacionamentos, amam suas parceiras e procuram sempre a via do entendimento em suas relações.

E o que ocorre com os mesmos? Terminam levando um sonoro pé na bunda por mulheres que se queixam repetidamente de ter tido cafajestes que as fizeram sofrer, chorar, perder amigos e afastar parentes. Porque? Não sei sinceramente. Talvez seja essa a pergunta de um milhão de dólares: porque as mulheres preferem os cafajestes?

Um caso: o sujeito conhece uma moça que estava a cinco anos enrolada com um cafajeste, que tentou afasta-la do filho, da família, aprontava poucas e boas, só fazia o que queria e as necessidades dela eram sempre as ultimas (palavras da moça). O sujeito a tratou como uma princesa, integrou-se com a família, com o filho, sempre foi atento a todos as suas necessidades e gostos. O resultado foi uma moça feliz ao lado de alguém que a trata como deveria? Não! O sujeito levou um sonoro pé na bunda.

Outro caso: um sujeito foi apaixonado por anos por uma moça que era sua amiga. A moça conheceu um cafajeste, casou com ele, teve um filho, afastou-se. Anos depois, como todo bom cafajeste, meteu-lhe um belo par de chifres. Ela desestabilizou-se e procurou o sujeito que era seu antigo amigo afastado. Ele lhe deu suporte, carinho, conselhos, falou em assumir seu filho e encorajou-a a seguir a vida. O resultado foi um novo casal feliz andando lado a lado? Não! O cafajeste largou a nova amante e resolveu reassumir a família. A moça? Foi rapidinho para o lado do cafajeste.

Penso que com meus poemas, carinhos e ações corretas e éticas estou dando mole pra muitos cafajestes por ai.

Mas sinceramente: tenho pena dessas moças que adoram um cafajeste. Elas não se dão a chance de sair do ciclo vicioso!

E você? Vai parar de perseguir cafajestes e dar uma chance a um cara legal?

quarta-feira, novembro 02, 2011

Essa é pra "os pessoal" do morro do dendê!!


Dia dois de novembro
É dia de comemorar
A vinda de uma mulher linda
e sorridente pra nos alegrar

É niver de Daniela
Japinha do coração
E é pra ela que agente
alegremente canta essa canção

Parabens pra você
Nessa data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de Vida