terça-feira, dezembro 22, 2009

Filosofando com Patrice Mersault

Valentina: a verdade é que eu acho que to me apaixonando por aquele sujeito. tomara que passe logo.
Patrice: verdade. e a Ruby já sabe dele?
Valentina: claro que sabe! mas assim como eu ela sabe que isso nao vai dar em nada....
Patrice: ah tá. achei que vcs tavam marcando um bacanal.

sábado, dezembro 19, 2009

apesar dsa tantas diferenças, do seu modo estranho de ver as coisas e do seu raciocínio prolixo, eu sinto sua falta, e penso em você como uma pessoa que vive comigo no meu universo paralelo, onde só existem nós dois e mais ninguém. onde não precisamos fingir nada nem querer mais nada além da companhia um do outro; e sim, é um universo paralelo porque nunca saímos da nossa pequena redoma: nunca fomos ao cinema, nem a uma exposição no Masp, nunca zanzamos juntos pela 25 de Março e nunca desfrutamos da companhia um do outro com o tempo a nosso favor. O que temos são algumas horas suspensas entre linhas do tempo onde nossas vidas correm paralelas. E se Einstein nos conhecesse, diria que descobrimos como fazer o tempo parar, literalmente.
Dominamos a arte de usar os ponteiros a nosso favor, mas não descobrimos ainda como lidar com a dor da falta e a saudade dos corpos.
Talvez seja essa a magia da nossa história, a falta faz-se presença constante pelo vazio que ela deixa dentro de nós, e é possível que esteja aí a beleza do nosso amor.
Mas eu quero mais.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

HO HO HO!!



Valentina tinha uma fantasia sexual bizarra. Ela era doidinha para transar com o Papai Noel.

Noite de natal: Ela vestiu a sua camisola mais sexy, cobriu-se de perfume e sentou-se ao lado da lareira para esperar o bom velhinho.

Por volta das duas da manhã chega o Noel descendo pela Chaminé...

Assim que ele fica de pé, ela corre para abraça-lo e sussura em seu ouvido:

- Papai Noel, passa a noite comigo?

- Ho ho ho! - Fez ele - Infelizmente não posso, minha filha! Tenho um monte de presentes pra entregar...

Valentina então mostra as famosas belas pernas para o Bom velhinho...

- Haaa... Passa vai....

Ele solta um longo suspiro e fala - Não vai dar....

Valentina tira a camisola...

O Papai Noel coça a cabeça, pensa um pouquinho e responde:

- Passar a noite eu não posso... Mas pelomenos uma rapidinha vamos ter que dar, porque senão não consigo passar de novo pela chaminé...

domingo, novembro 22, 2009

É o Amor



NOSSOS VOTOS DE BOA SORTE PRA VC, PATRICE QUERIDO. ARRASA NO VESTIBULAR! A GENTE TE AMA.

terça-feira, novembro 03, 2009

Gattaca

Daqui a uns dias, meu pai completará 56 anos. Não me canso de pensar que quando eu nasci, ele e mamis eram dois adolescentes brincando de casinha; meu pai ainda na faculdade e achando o máximo ter pego DP de estatística porque virava as noites cuidando de mim. As revistas fazem matérias sobre pais adolescentes, mas nunca ninguém escreveu sobre os filhos de pais adolescentes!

Tá certo que isso era bem comum no tempo dos nossos bisavós, tataravós e tal, mas isso de ter filho cedissimo não é coisa do século XX, quando as mulheres começaram a trabalhar, queimaram sutiãs, garantiram seu direito ao voto e etecetera e tal.

Assim, mamis e papitous se tornaram pontos fora da curva, porque casaram cedo e tiveram filhos cedo. Tudo isso pra dizer que quando eu tinha 2 meses de idade, meu pai molhou minha chupeta na coca cola e botou na minha boca, "pra ver o que acontecia". Óbeveo que eu gostei e óbeveo que me tornei uma cocacólatra. Já pensou se ele tivesse dado vódega pra eu experimentar??? Medo.
Ele deu vinho também, mas nao gostei muito. Meus tios insistiam, e desde muito cedo, entendi que gostar de vinho fazia parte do "italian way of life".

Quando meus pais acharam que era hora de ensinar os filhos a nadar, jogavam a gente na piscina pra ver o que acontecia. Experiência genética totalis. Taca lá pra ver no que dá. E assim eu fui criada, com muita liberdade pra experimentar, mas sempre com muitas regras pra seguir, porque né? Meus pais sabiam muito bem que criar filho é tentativa e erro, e na dúvida, bota regra que fica tudo mais fácil.

Mas papitous, apesar da ranhetice, é um cara muito bacana, muito à frente do seu tempo. Durante muitos anos, era ele quem acompanhava a mim e minha irmã nas consultas com a ginecologista e quando minha irmã engravidou do meu sobrinho, era ele quem ia com ela nas consultas do pré natal, quando meu cunhado não podia ir.

Nunca exigiu que as filhas se casassem na igreja ou no civil, pelo contrário: a única exigência dele foi que escolhessemos pessoas do bem e fossemos felizes. Como ele mesmo diz, papel é só um detalhe formal e amor não precisa de formalidades.

Meu pai e eu somos, ao mesmo tempo, muito parecidos e muito diferentes. Acho que é porque ele me deu a segurança e a liberdade de experimentar coisas e viver do jeito que eu sempre achei melhor. Eu tive que brigar muito pra ele me deixar quebrar a cara, mas no fim as coisas entraram nos eixos.

E saber que posso contar com meu pai é um alento, porque ele é um grande homem, um grande pai e um grande avô. E também um grande amigo.

Feliz aniversário, papitous!

domingo, outubro 25, 2009

existe vida na madrugada


Costumamos dormir escutando música. A mania começou não lembro como, mas durante muitos meses, nos revezávamos na escolha da trilha sonora que embalaria nosso sono, até que um dia, fomos dormir escutando Enya. Desde então, as músicas "new age" substituem o silêncio da noite e nos acompanham até os braços de Morfeu.
Acontece que eu ando com insônia e fico lendo até altas, até o sono chegar, principalmente agora que estou lendo um livro sensacional. Recomendo tanto que até fotografei!

Patrice, querido, vc vai amar, vou te mandar um de Natal.


Não sei tirar foto invertida usando o Photo Booth, bota um espelho na frente da tela pra descobrir o nome do livro, se for o caso.

:)