Aquela saudade não dependia de nem era vinculada a amor, pelo menos não aquele tipo de amor clichê, a coisa sexual. Aquela saudade era vinculada a um amor que ela não sabia como explicar a alguém. Sabia sentir e só. Porque ela se apaixonava por pessoas o tempo todo, pelo jeito das pessoas, pelos gestos das pessoas, às vezes pelos olhos ou pelos narizes das pessoas, por um corte de cabelo, um disco encontrado nos pertences ou um jeito de vestir, era uma coisa esquisita de entender pra quem não a conhecia bem. E a paixão e o amor que sentia por ele vinham simplesmente da admiração e do coração mesmo. Não queria beijá-lo na boca nem se casar com ele, mas sentia uma falta que chegava a apertar o peito, de olhar pra ele quando ele dormia, fazer carinho nos cabelos quando ele deixava crescer, das costas macias, pequenas e cheias de pintinhas dele, dos barulhinhos que ele fazia quando acordava e de ficar com os pés encostados nos dele, porque aquilo lhe dava uma segurança que a fazia dormir tranquila naquele quarto conhecido. Da saudade dos porres, dos papos e das revelações, de saber que ele sabia e de como se sentia aceita, não podia nem lembrar sem que a pele se arrepiasse. Às vezes pensava que podia ter sido sua mãe em outra vida. Ou que ele podia ter sido a mãe ou pai ou amante ou o melhor amigo dela por séculos seguidos. Ou teriam sido irmãos, como parecem ser às vezes ainda. A gente nunca sabe. Sabia da saudade; não tinha explicação.
(Texto reeditado e revirado das cinzas de 2008, porque deu essa saudade e ela parece mesmo ser o tema do dia por aqui)
sexta-feira, junho 17, 2011
às vezes, bate uma saudade, dessas que doem no peito. como diz minha amiga Borboleta, isso deve ser saudade da pessoa que eu era naquele tempo. e nem faz tanto tempo assim.
hoje eu não quero contato e não quero que saiba de mim, simplesmente por acreditar que não vale a pena.
mas a ausência faz falta, confesso. e o silêncio não me deixa esquecer isso. a opção de simplesmente não mais existir não foi exclusivamente minha, eu só respeitei uma decisão que já havia sido tomada... e a vida segue.
sem arrependimentos nem remorso, só com esse aperto no peito, pelo silêncio das palavras não ditas.
hoje eu não quero contato e não quero que saiba de mim, simplesmente por acreditar que não vale a pena.
mas a ausência faz falta, confesso. e o silêncio não me deixa esquecer isso. a opção de simplesmente não mais existir não foi exclusivamente minha, eu só respeitei uma decisão que já havia sido tomada... e a vida segue.
sem arrependimentos nem remorso, só com esse aperto no peito, pelo silêncio das palavras não ditas.
sexta-feira, junho 10, 2011
há muito tempo que eu venho pensando em escrever sobre os últimos acontecimentos. sim, muita coisa aconteceu nos últimos meses. desde novembro do ano passado, minha vida virou de cabeça pra baixo, desvirou, cambaleou e agora as coisas parecem estar entrando nos eixos novamente - até a próxima tempestade.
o bom disso tudo é que essas crises servem, basicamente, pra nos fazer mais fortes e confiantes, e também pra nos fazer mais sábios, em alguma medida.
durante esses meses, aprendi muita coisa. um moço me ensinou a conhecer as pessoas pelas suas atitudes, justamente porque ele não teve atitude alguma comigo. me deixou sozinha e assustada e não se comoveu com os meus pedidos de ajuda porque eles não cabiam no seu umbigo enorme; não dava pra dividir um espaço tão pequeno com as dores de outros. tipo hostess de balada da vila olímpia, onde impera o dress code, e eu não servia ali.
porém outro moço, um de grandes olhos castanhos, resolveu que as coisas não ficariam daquele jeito bagunçado: foi lá e revirou tudo. remexeu nas feridas antigas, segurou minha mão, mergulhou no desconhecido ao meu lado, foi enérgico quando eu esmorecia, botou o dedo nas minhas feridas mais de uma vez.
me olhou no olho e disse que juntos, nós poderíamos e conseguiríamos.
da bagunça das noites eternas, nós emergimos. mais sábios, mais maduros e muito mais fortalecidos.
do moço do umbigo grande, eu nada mais sei. já o moço dos olhos castanhos; os olhos que sorriem e iluminam seu rosto, o moço que fica lindo com barba-de-3-dias, esse dorme ao meu lado, segurando a minha mão e me ensinando que qualquer maneira de amor vale a pena.
o bom disso tudo é que essas crises servem, basicamente, pra nos fazer mais fortes e confiantes, e também pra nos fazer mais sábios, em alguma medida.
durante esses meses, aprendi muita coisa. um moço me ensinou a conhecer as pessoas pelas suas atitudes, justamente porque ele não teve atitude alguma comigo. me deixou sozinha e assustada e não se comoveu com os meus pedidos de ajuda porque eles não cabiam no seu umbigo enorme; não dava pra dividir um espaço tão pequeno com as dores de outros. tipo hostess de balada da vila olímpia, onde impera o dress code, e eu não servia ali.
porém outro moço, um de grandes olhos castanhos, resolveu que as coisas não ficariam daquele jeito bagunçado: foi lá e revirou tudo. remexeu nas feridas antigas, segurou minha mão, mergulhou no desconhecido ao meu lado, foi enérgico quando eu esmorecia, botou o dedo nas minhas feridas mais de uma vez.
me olhou no olho e disse que juntos, nós poderíamos e conseguiríamos.
da bagunça das noites eternas, nós emergimos. mais sábios, mais maduros e muito mais fortalecidos.
do moço do umbigo grande, eu nada mais sei. já o moço dos olhos castanhos; os olhos que sorriem e iluminam seu rosto, o moço que fica lindo com barba-de-3-dias, esse dorme ao meu lado, segurando a minha mão e me ensinando que qualquer maneira de amor vale a pena.
quarta-feira, junho 08, 2011
Micropoemas de pé quebrado 2

30 anos de Dani
30 vidas entrelaçadas
30 beijos de carinho
30 loucuras
30 milhões de amigos
30 erupções por minuto
30 olhares sedutores
30 sorrisos de japinha
30 docinhos de manju
30 amores
30 amantes
30 carinhos da Nat
30 estradas
30 encruzilhadas
30 macumbas da M.T.S.P.
30 vitórias pessoais
30 orgasmos
30 viagens
30 línguas
30 vezes 30
30 paixões platônicas
30 beijos desse seu amigo que te ama!!
Feliz aniversário, minha amada amiga!!
sexta-feira, junho 03, 2011
Te quero...
Te quero.
Tento esconder de mim mesmo, mas te quero.
E temo esse querer ao mesmo tempo. Temo pela brevidade do momento e pela intangibilidade dos sentimentos.
Cuido dele então - o querer - como quem tem um belo e lindo cristal nas mãos, e tem medo de apertar demais e quebrar.
Devagar, me diz... E devagar sigo assim, prisioneiro desses olhos de mel... Cativo do seu sorriso, a te velar um sono doce em meu colo, entre cafunés e rainhas do Egito.
Uma antiga lenda japonesa diz que dobrar mil origamis garante a realização do desejo... Quantos mil origamis dobraria para te ter... porque te quero...
Que a sorte me sorria e floresça, e cresça, e viceje e dê frutos.
dia dos namorados. oi?
marido e eu nunca demos muita bola pra essa coisa de data. a gente esquece aniversário de namoro, não sei o dia que a gente foi morar junto oficialmente (aliás, pra mim a gente mora junto oficialmente a mais tempo do que pra ele....), nossas datas comemorativas são um caos.
bom, eu já escrevi isso duzentas mil vezes aqui, então vou pular essa parte.
o que eu quero contar é que, depois da nossa última master crise, parece que encontramos o tom mais lindo pra nossa história. estamos buscando a medida do carinho e do amor que sentimos um pelo outro e, contrariando todas as teorias psicanalíticas, estamos muito bem, obrigada.
ele entendeu que precisa estar mais presente pra mim, e vice versa. e olha que somos pessoas cheias de compromissos, e invariavelmente, as agendas precisam ser ajustadas ou então, fazemos programas sozinhos.
essa independência precisou ser revista e amadurecida. percebo que estamos trilhando um caminho muito mais maduro, mais sólido, mais amoroso. sempre na nossa medida.
acho que o nosso amor tá mais pra tirinha do Laerte do que pra bonequinho do "Amar é".
eu agradeço a ele por me acreditar em mim e me trazer de volta. é importante saber a medida do nosso amor e cumplicidade, companheirismo e principalmente, na nossa fé no casamento.
não naquela instituição falida, mas sim, no fato de poder escolher, todos os dias, ter a companhia um do outro por todos os dias das nossas vidas.
meu amor, você enche meu coração de alegria e esperança.
esse ano a gente vai comemorar o dia dos namorados com amigos meus, num show. e depois, vamos comemorar numa festa junina. e vamos seguir comemorando todos os dias, durante os próximos vinte e nove anos. =)
e feliz dia dos namorados pros meus amores: Patrice, Ruby e Epaminondas. Amo vocês!
bom, eu já escrevi isso duzentas mil vezes aqui, então vou pular essa parte.
o que eu quero contar é que, depois da nossa última master crise, parece que encontramos o tom mais lindo pra nossa história. estamos buscando a medida do carinho e do amor que sentimos um pelo outro e, contrariando todas as teorias psicanalíticas, estamos muito bem, obrigada.
ele entendeu que precisa estar mais presente pra mim, e vice versa. e olha que somos pessoas cheias de compromissos, e invariavelmente, as agendas precisam ser ajustadas ou então, fazemos programas sozinhos.
essa independência precisou ser revista e amadurecida. percebo que estamos trilhando um caminho muito mais maduro, mais sólido, mais amoroso. sempre na nossa medida.
acho que o nosso amor tá mais pra tirinha do Laerte do que pra bonequinho do "Amar é".
eu agradeço a ele por me acreditar em mim e me trazer de volta. é importante saber a medida do nosso amor e cumplicidade, companheirismo e principalmente, na nossa fé no casamento.
não naquela instituição falida, mas sim, no fato de poder escolher, todos os dias, ter a companhia um do outro por todos os dias das nossas vidas.
meu amor, você enche meu coração de alegria e esperança.
esse ano a gente vai comemorar o dia dos namorados com amigos meus, num show. e depois, vamos comemorar numa festa junina. e vamos seguir comemorando todos os dias, durante os próximos vinte e nove anos. =)
e feliz dia dos namorados pros meus amores: Patrice, Ruby e Epaminondas. Amo vocês!
quinta-feira, junho 02, 2011
Olhos de mel...
A primeira vista
A paixão não tem defesa
Tem de ser um grande artista
Pra querer se segurar
Faz tremer a perna
Faz a bela virar fera
Quando alguém que a gente espera
Quer se chegar
Só de pensar
Já me faz mais feliz
Nem bem o amor começa
Eu já quero bis
Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .
Ilusão tão boa
Quanto o astral de uma pessoa
Chega junto, roça a pele
E já quer se enroscar
Lê seu pensamento
Paralisa seu momento
Ao se encostar
Sonho real, faz surpresa pra mim
E trança o meu destino
Com alguém assim
Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .
Vem andar comigo
Numa beira de estrada
Desse lado ensolarado
Que eu achei pra caminhar
Vem meu anjo torto
Abusar do meu conforto
Ser meu bem em cada porto
Que eu ancorar
Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do teu lado
Tem alguém afins
Chega e instala a beleza
Momento de sonho real...
A paixão não tem defesa
Tem de ser um grande artista
Pra querer se segurar
Faz tremer a perna
Faz a bela virar fera
Quando alguém que a gente espera
Quer se chegar
Só de pensar
Já me faz mais feliz
Nem bem o amor começa
Eu já quero bis
Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .
Ilusão tão boa
Quanto o astral de uma pessoa
Chega junto, roça a pele
E já quer se enroscar
Lê seu pensamento
Paralisa seu momento
Ao se encostar
Sonho real, faz surpresa pra mim
E trança o meu destino
Com alguém assim
Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .
Vem andar comigo
Numa beira de estrada
Desse lado ensolarado
Que eu achei pra caminhar
Vem meu anjo torto
Abusar do meu conforto
Ser meu bem em cada porto
Que eu ancorar
Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do teu lado
Tem alguém afins
Chega e instala a beleza
Momento de sonho real...
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