sábado, dezembro 24, 2011

Natal politicamente correto

Em tempo de caça as bruxas como as que ocorreram este ano, com humoristas de gosto duvidoso sendo processados e silenciados, temos uma onda moralista do politicamente correto.

Minorias de todos os matizes reinvidicam seu quinhão natalístico. Temos gays promovendo protestos e beijaços por seus direitos a ser gays. Temos pastores voiciferando contra os gays por eles serem gays. Alias, nem gays podem mais ser chamados assim, agora é tudo politicamente correto: são transgêneros. Novo gênero criado.

Tem tambem politicos truculentos e linha dura fazendo apologia anti gay na internet, com movimentos do tipo “orgulho de ser hetero” onde disfarçadamente pregam o preconceito. Claro que eses grupos na onda do politicamente correto devem ser chamados de “monosexuais” ou algo do gênero.

E em ano em que a polícia bateu duro tem todo mundo, só faltam agora as minorias em defesa dos velhos, dos animais, das crianças sem presente e a polícia vociferarem por um natal mais humano e, porque não dizer, politicamente correto: enquadrem o bom velhinho!

sexta-feira, dezembro 23, 2011

O mundo não vai acabar!

E eu quero estar aqui pra desejar um feliz 2025 pra vocês, meus amores. Que a gente possa se encontrar e se afofar mais no ano que vem. Amo muito vocês.

Do Pará pro mundo!

quinta-feira, dezembro 15, 2011

As mulheres preferem os cafajestes

Não sei qual é o atrativo, modo de operação ou formula, mas efetivamente as mulheres preferem os cafajestes.

Não digo isso com rancor ou falta de respeito, mas porque os últimos acontecimentos que presenciei me levam a crer que essa máxima é o padrão, não a regra.

Veja, sei de alguns amigos (entre eles eu me incluo) que gostam e curtem ter bons relacionamentos, amam suas parceiras e procuram sempre a via do entendimento em suas relações.

E o que ocorre com os mesmos? Terminam levando um sonoro pé na bunda por mulheres que se queixam repetidamente de ter tido cafajestes que as fizeram sofrer, chorar, perder amigos e afastar parentes. Porque? Não sei sinceramente. Talvez seja essa a pergunta de um milhão de dólares: porque as mulheres preferem os cafajestes?

Um caso: o sujeito conhece uma moça que estava a cinco anos enrolada com um cafajeste, que tentou afasta-la do filho, da família, aprontava poucas e boas, só fazia o que queria e as necessidades dela eram sempre as ultimas (palavras da moça). O sujeito a tratou como uma princesa, integrou-se com a família, com o filho, sempre foi atento a todos as suas necessidades e gostos. O resultado foi uma moça feliz ao lado de alguém que a trata como deveria? Não! O sujeito levou um sonoro pé na bunda.

Outro caso: um sujeito foi apaixonado por anos por uma moça que era sua amiga. A moça conheceu um cafajeste, casou com ele, teve um filho, afastou-se. Anos depois, como todo bom cafajeste, meteu-lhe um belo par de chifres. Ela desestabilizou-se e procurou o sujeito que era seu antigo amigo afastado. Ele lhe deu suporte, carinho, conselhos, falou em assumir seu filho e encorajou-a a seguir a vida. O resultado foi um novo casal feliz andando lado a lado? Não! O cafajeste largou a nova amante e resolveu reassumir a família. A moça? Foi rapidinho para o lado do cafajeste.

Penso que com meus poemas, carinhos e ações corretas e éticas estou dando mole pra muitos cafajestes por ai.

Mas sinceramente: tenho pena dessas moças que adoram um cafajeste. Elas não se dão a chance de sair do ciclo vicioso!

E você? Vai parar de perseguir cafajestes e dar uma chance a um cara legal?

quarta-feira, dezembro 14, 2011

pro bem e pro mal

Uma das minhas resoluções de fim de ano foi agradecer às pessoas que me sacanearam de alguma forma. Sinceramente, eu não acredito em pessoas que insistem em dizer que "não foi por querer", etc e tal: pra mim, é pura maldade, na maioria dos casos. E acho que o nosso futuro Dr House pode corroborar com a minha hipótese nada fundamentada. Certo, Seal?
O lance todo é que as pessoas adoram pisar e depois tirar o pé, e dizer que não fizeram nada e blablabla whiskas sachê. Meu cu pra isso, minha gente. Não dá pra ser legal, ser amigo e depois puxar o tapete, né?
Ou é amigo ou não é! Ficar em cima do muro é coisa de gente que não tem culhão, na boa.
Ai que eu, muito fina que sou, mandei emails pra um povo (emails individuais E personalizados, claro), agradecendo por terem sido felasputas comigo em 2010. Sim, porque em 2011 eu só conheci gente bacana, e acredito que tenha sido, em parte, por ter aprendido a sacar quem é felaputa e quem não é. Porque alguma coisa boa tinha que ficar, pelamorrrrr.
Então é isso. Obrigada, seus felasputa, por terem cruzado o meu caminho. Mandei todos pro mar e espero que Iemanjá fique com vocês pra sempre.

sábado, novembro 19, 2011

olhar

venho treinando o olhar para capturar momentos que não devem ser esquecidos. descobrimos a magia da fotografia, através de uma cibershot simples e de paisagens estonteantes, que nos despertaram, como quem desperta o paladar através de um doce apimentado.
estamos vivendo um momento muito especial de nossas vidas, onde grandes transformações acontecem e os sinais gritam para nós: o tempo urge.
tenho vontade de comprar uma câmera melhor, aprender a fotografar e a usar outros recursos, que a minha pequena não oferece. mas por enquanto, seguimos explorando novos olhares, novas paisagens e novos sabores da vida.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Essa é pra "os pessoal" do morro do dendê!!


Dia dois de novembro
É dia de comemorar
A vinda de uma mulher linda
e sorridente pra nos alegrar

É niver de Daniela
Japinha do coração
E é pra ela que agente
alegremente canta essa canção

Parabens pra você
Nessa data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de Vida

sexta-feira, outubro 28, 2011

Aurora

Desde quando era criança sempre ouvi dizer que São Paulo é a terra da garoa. Me lembro das manhãs, quando acordava para ir à escola, da garoa que fechava a aurora e o friozinho que me obrigava a ir de blusa para as aulas. Ultimamente não vejo a famosa crença de a garoa fazer-se de si mesma uma fé fiel, antes, mais duvidosa do que sair de carro em feriado na cidade do trânsito. Transito? É, uma coisa vem para substituir a outra.  Agora não temos mais garoa e uma aurora friazinha, no lugar dessa sensação agradável temos uma multidão de carros nas ruas da nossa cidade. Aurora? Estou até pensando em tirá-la do meu dicionário de palavras, já não fará sentido saber seu significado. O céu anda escuro, e isso, mesmo quando está de dia. Daria um milhão de carros para ter em troca minha velha e boa companheira garoa.

Há quase três anos faço o mesmo percurso até a faculdade. E claro, não tem diminuído a quantidade de carros. Pessoas? Nunca vi tanta gente e em proporções tão significativas de expansão. Já dizia meu velho companheiro de estrada: “a cidade cresce e tudo fica cada vez menor”.  Estamos chegando aos 7 bilhões. Já pararam pra pensar? É muita boca que fala e que precisa de alimento. Sem contar as expectativas para o ano de 2050. Me pergunto se entraremos em rota de colisão com números e ausência de humanidade tão altos e absurdos.

Enquanto tudo cresce e aparece, existe uma que anda em extinção e sendo aos poucos aniquilada. Andam demolindo todas as casas e dando lugar aos arranha céu. Antes avistava ao horizonte, hoje já não tenho para onde olhar – só se vê prédios. Espero que com isso não joguem pelos ralos a vida em família, entre amigos. Espero, que mesmo com tantos arranha céus, preservem o espírito familiar e que este não morra junta à casa. 
E que se há fumaça que seja de um belo churrasco entre amigos. Que se há trânsito que seja de tantos sentimentos bons, congestionados em nossas atitudes, prontos a estourarem a pele que os prende.

Há muita gente e cada vez menos amor entre elas. Há muitos carros e cada vez menos responsabilidade: bêbados que tiram a vida de outras pessoas. Há muito mais liberdade e cada vez menos respeito ao próximo.

Sinto falta da aurora, da garoa e das manhãs frias de quando criança.