terça-feira, dezembro 12, 2006

MSN Parte II

Valentina diz:
vou sair com um cara amanha

Ruby diz:
Meu Deus, quem?
Ruby diz:
quem?


Valentina diz:
chama B.

Valentina diz:
vamos tomar um café no shopping
Valentina diz:
pq eu nao sou boba nem nada, nao quero dar pra ele nao.
Valentina diz:
quero namorar
Valentina diz:
vou virar bígama
hahahaahahahahahhaha

Ruby diz:
tu tá me saindo melhor que a encomenda

Valentina diz:
quero ser bígama, amiga
Valentina diz:
não sou mulher de trepada avulsa, mas
quero um pco de emoçao na minha vida

Ruby diz:
hahahahahaha

Valentina diz:
ah, to falando sério.
Valentina diz:
quero um namorado amigo, fofo, meio cretino, descolado (o P., meu namorado)
Valentina diz:
e outro que me paparique e me leve pra jantar fora

MSN

Ruby diz:
tem uma comunidade que eu nao tive coragem de entrar com medo que me interpretem mal
Ruby diz:
o nome é "Putaria ao som de Beatles"
Ruby diz:
e a descrição é "bom, né?"

Valentina diz:
é a sua cara
Valentina diz:
hahahaahhaahhahahaha

Ruby diz:
pior é que é

Valentina diz:
é mesmo
Valentina diz:
mais a sua do que a minha
Valentina diz:
pq eu nunca fiz putaria ao som de Beatles, só Pink Floyd
Valentina diz:
ai ai.....

Ruby diz:
ai, de beatles é bom demais

Valentina diz:
vou experimentar.

Ruby diz:
to meio surtada e beatlemaniaca
Ruby diz:
e meio puta tambem
Ruby diz:
hahahahahahahahaha

Valentina diz:
bom, meio puta nao.
Valentina diz:
pq vc nao cobra
Valentina diz:
hahahahahahahahahahaha

segunda-feira, dezembro 11, 2006

HO HO HO!


O Natal é uma época particularmente irritante pra mim. Acho totalmente fora de contexto as pessoas felizes por nada, como se nesse período, os problemas desaparecessem como num passe de mágica.

Bem, talvez desapareçam de fato... talvez o Natal seja o verdadeiro "ópio do povo", porque todo o mundo resolve esquecer as dívidas, desavenças, inimizades, problemas políticos, e se lembrem que existe gente passando fome, frio e outras necessidades básicas.

Não vou negar que essa data tenha seu lado bom: minha irmã incutiu em meu sobrinho a importância de ser generoso, e não somente no Natal. Mas é lindo ver o menino, com 7 anos de idade, dizer que vai ser o Papai Noel das crianças pobres, porque vai doar vários de seus brinquedos para elas. E ele os seleciona pessoalmente; nada de brinquedo quebrado não! Segundo ele, não é só porque a criança é pobre que não tem o direito de brincar com um brinquedo inteiro, assim como ele teve. Acho esse gesto lindo e torço para que ele se torne um adulto melhor ainda.

Mas de qualquer forma, vou celebrar o Natal, ainda que esta data já não faça mais o menor sentido pra mim. O Natal deveria ser a época em que se comemora o nascimento de Cristo, mas parece que muita gente nem se lembra mais disso... O negócio é capitalizar em cima do "bom velhinho", mesmo.

Caras, escutar "Jingle Bells" no supermercado é f*. Acho que o meu problema é não acreditar na bondade humana, na solidariedade entre os povos, etecetera e tal, mas vejam bem, dá pra crer depois de tudo o que aconteceu nas últimas décadas nesse mundo?????


No próximo Natal, vou fazer uma campanha pela salvação dos perus de Natal.

Ho Ho Ho!

quinta-feira, dezembro 07, 2006

O sol se esconde atrás das nuvens da memória

Houve um tempo em que tudo era muito diferente: não havia saudade e nem recordações doídas. Havia somente o céu azul e o sol brilhando atrás de um muro. E havia também uma menina, com seus seis anos de idade, que ia para a janela esperar o padeiro, que todos os dias subia a rua em uma bicicleta, trazendo um cesto cheio de pães de todo o tipo.

Havia também aquela avó, sorridente e cheirando a talco, que trazia a música. Ela chegava sempre de sandália de salto, cabelo arrumado, olhos brilhantes. E eram verdes! Para a menina, aquilo era o que havia de mais bonito. Sem contar o céu cheio de nuvens e aqueles dias quentes como um aconchego.

E naquele tempo, havia a escola, a menina loira e de olhos azuis. E houve o abuso, a denúncia, o castigo. E houve o reencontro, alguns anos depois, com o abusador.

Ela nunca parou para pensar se ele repetiria aquilo algum dia. E nunca soube o que acontecera com a menina ou com o garoto. Mas lembra da indignação que sentiu ao saber do abuso e da satisfação que sentiu ao contar para a professora.

Ao mesmo tempo, havia um sentimento de inferioridade, de melancolia pela vida. Sentia-se excluída dos acontecimentos. Achava-se feia, desinteressante. Queria parecer mais, queria ser legal aos olhos dos outros, mas sentia que estava sempre se afundando mais e mais, sentia que estava indo pro caminho errado. Certas músicas davam a ela a sensação de que estava no lugar errado, na hora errada, com a idade errada. Ela queria alcançar o céu, mas não sabia como.

domingo, dezembro 03, 2006

Livre outra vez...

Depois de tanta teoria e tanto conselho pras amigas, sucumbi. E digo, foi bom demais. É engraçado, porque de repente, me vi meio tímida, meio sem saber direito o que fazer ou como agir, mas no fim, deu tudo certo, fui embora rindo à toa e até o meu cabelo tava mais bonito pela manhã.
Rolou um momento "desapego" (como diz o namorido de uma amiga minha), carinho, chameguinho descontrol e uma atitude inesperada na despedida (sim, eu notei e achei fofo!), depois de um começo meio desastrado por parte da minha pessoa.
E é claro que a primeira coisa que eu fiz foi ligar pra minha companheira de blog, assim que acordei, porque queria que ela fosse a primeira a saber que eu também assumi a minha porção "mulher Manoel Carlos".
Não estou preocupada se vai acontecer de novo ou não, mas depois dessa noite, posso afirmar sem medo que eu me achei de novo. E isso, definitivamente, não tem preço.

Ruby Tuesday :)

sábado, dezembro 02, 2006

Pra que Prozac?

A tarde num café com mais duas mulheres Manoel Carlos, refletindo sobre a vida e o nosso comportamento diante dela me valeram mais que os 80mg de fluoxetina que esqueci de tomar.

Ruby Tuesday

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Busca

Eu ando como todo mundo, buscando.
Vou, volto, desapareço, às vezes não se sabe de mim.
Às vezes não sei de mim, às vezes não me lembro de quem sou.
Ando como todo mundo, buscando. Me buscando de volta em pedaços de papel antigos, escritos borrados, fotos pela metade.
Vou me lembrando quem eu era...
Encaixando peças, descobrindo farsas.
Vou me lembrando quem eu sou.
Junto os cacos, os trapos, sapatos. Coloco a filha nos braços e saio.
Pisando as folhas, sentindo o vento.
Outras ruas, outras cidade, nova vida, a busca continua.
Vou me lembrando quem eu sou...